Chupeta – Usar ou não usar?

O ato de chuchar é um comportamento instintivo e inato nos seres humanos. Muitos bebés começam a chuchar no dedo mesmo antes de nascerem. Este gesto é para eles tão natural, que é habitual levarem à boca tudo o que apanham: desde brinquedos, fraldas, cobertores e é claro os dedos. E é devido a isto, que a maioria dos pais recorre à chucha para que este hábito não se torne uma constante. chupeta-usar-ou-nao2

E serão as chupetas mesmo necessárias?

A chupeta é desnecessária se a necessidade de sução for satisfeita. Alguns pediatras defendem que os bebés que mamam com mais frequência ou que demoram mais tempo a tomar o biberão sentem menos essa necessidade de chuchar. Para estes, bastaria alimentar o bebé mais vezes por dia ou durante mais tempo para que este deixasse de pôr a chupeta na boca.

Mas o normal é que os bebés comecem a cuspir naturalmente a chupeta por volta dos 3 ou 4 meses. Os mais resistentes só conseguem deixá-la por volta dos 2/3 anos e , por vezes, apenas sob o pretexto de que os pais se "esqueceram" dela em casa". Mesmo assim é mais fácil perder o hábito de chuchar na chucha do que no dedo, em que este pode prolongar-se até aos 5 anos.

Vantagens da chupeta

Desvantagens da chupeta:

  • Interfere com a amamentação, reduzindo a intensidade de estimulação do mamilo, o que leva a uma diminuição da produção de leite. Por outro lado, a chupeta pode desmotivar o bebé, visto a sucção não lhe permitir obter calorias. Se a mãe quer amamentar, é melhor esperar e oferecer a chupeta apenas quando a amamentação estiver bem estabelecida;
  • Favorece o aparecimento de otites. Estudos recentes demonstraram que as otites do ouvido médio são mais frequentes nos bebés que usam chupeta continuamente;
  • São um veículo de bactérias e partículas;
  • Pode atrasar o desenvolvimento da linguagem, pois um bebé que está sempre com a chupeta vocaliza e palra menos e a partir dos 12 meses de idade poderá ter mais dificuldade na aquisição da linguagem;
  • Provoca dependência, em que são conhecidos os dramas vividos pelos pais e crianças na altura de deixar a chupeta;
  • Pode provocar deformação nos dentes e no palato da criança, bem como afetar a função muscular que permite a respiração e a deglutição. O risco aumenta se o hábito se prolongar para além dos 2 anos.

Sugestões para uma utilização racional da chucha:

  • O mínimo possível, indicada apenas em momentos de stress;
  • Para adormecer e não sempre que este chora;
  • Apenas até o bebé se acalmar ou adormecer;
  • Quando normalmente ele a larga não deve ser recolocada;
  • O uso da chupeta deverá ser interrompido desde que a criança se mostre desinteressada, o mais cedo possível;
  • A partir dos 2 anos deverá já ter deixado a chupeta.

Conselhos:

  • Podem variar em forma, tamanho e material, não sendo necessário e é até mesmo desaconselhado mudar a forma da chupeta a que o bebé está habituado, só com o intuito de seguir as "modas";
  • Não se deve usar argolas, para que não se pendurem correntes, de modo a evitar o risco de estrangulamento;
  • O tamanho deve acompanhar a idade da criança;
  • Deve ser esterilizada de preferência todos os dias;
  • Nunca molhe a chupeta em mel, açúcar ou geleia ou quaisquer outras substâncias açucaradas, pois o contacto prolongado dos dentes com o açúcar pode aumentar o risco de aparecimento de cáries;
  • Deve ser trocada de 3 em 3 meses, mas em que as de silicone duram mais tempo, ver se esta se está a rasgar, se está pegajosa ou se começa a esfarelar-se, teste-a, puxando a tetina em todas as direções;
  • Não deixe que os seu filho use a chupeta de outras crianças, para não correr o risco de transmissão de bactérias;
  • A chupeta deverá então ser assim usada com todos os cuidados, para que não vire um hábito, nem que seja desnecessariamente empregue.

Podemos concluir assim que o uso da chucha é uma decisão exclusiva dos pais, devendo estes estarem informados de qual a melhor atitude a tomar.